Aqui falo sobre um monte coisas de meu universo de interesse. Filmes, livros, família, política, religião e psicologia. Também reproduzo textos publicados em jornais de São Luís (MA).
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Os abusadores

Estes
homens se aproveitaram dessas, à época, garotas, muitas dispostas a
fazer o que fosse preciso para subir na vida e se submeteram ao
famoso teste do sofá, de todos conhecido e escondido desde o tempo
do cinema mudo. Algumas delas se tornaram divas do cinema e muito,
muito ricas, com cachês hoje na casa dos vários milhões… de
dólares!
O
resultado desta sanha em que a cada semana um novo suposto abusador é
dado in vivo
à fome canina das mídias, nomes foram, definitivamente, jogados
na lata de lixo e fora o
notório
Harvey
Weinstein, pergunto-me,
baseado em que provas tantas mulheres anunciam o abuso? E
homens também, taí o Kevin Spacey
que,
qual um lobo mau, queria comer alguns porquinhos. De
que tipo de abuso estão falando? Em
algumas sinto um cheiro azedo de autopromoção.
Até
o Woody Allen, cujas atrizes faziam fila para protagonizar um de seus
filmes, agora fazem coro relembrando seu
passado, sim, muito nebuloso, com brigas públicas
e processos tormentosos e
acusações de abuso por
parte de sua ex, Mia Farrow,
de quem herdou a filha que
agora é sua esposa. Mas a fila para
os filmes de Allen continuam,
aparentemente sem abuso,
para
ser parte de
uma grife criada pelo ator/diretor/roteirista.
Algumas
participarão, mas num mea
culpa desajeitado
dizem
que doarão seus cachês para organismos feministas.
Deparo-me,
após este vendaval, com a pergunta feita por um colunista de El Pais
que indaga a respeito do
cineasta: “o que fazer com
a arte de homens monstruosos?” What????
Por
que citei o Xico Sá? Porque ele é o típico colunista, jornalista
que ecoa e reafirma estas e muitas outras insanidades que o
politicamente correto cria. Em seu artigo, ele tenta, condescendente,
explicar que as atrizes francesas não quiseram dizer o que disseram,
daí o título citado. Quem leu o artigo francês entendeu claramente
que era um contraponto ao desembesto que tomou conta de Hollywood e
suas atrizes. As francesas defenderam a razoabilidade. Ponto. Melhor,
são mulheres seguras e que longe de um feminismo castrador da
masculinidade, aceitam os homens como são. E não, de jeito nenhum,
deram carta branca aos tarados que merecem o mais duro combate por
todos os meios.
Vocês
percebem a loucura. Parece que certos tipos só entendem o mundo na
base do ou oito ou oitenta. Quer dizer que defender o direito dos
homens cortejarem as mulheres é concordar com abuso? Esse Xico Sá e
outros de sua igualha pensam com quê? Com o unha?
Eu
diria que talvez as europeias sintam com mais intensidade a
feminilização ridícula dos homens naquele continente, resultado
justamente do movimento que elas popularizaram queimando sutiãs nas
praças. Os sutiãs queimados não criaram homens afrouxados e
inseguros.
Em
particular na Europa, a lástima é que os homens não preservaram
sua masculinidade e deixaram as feministas tão à vontade que quando
nos espantamos, em pleno 2016, nas passeatas alemãs motivadas, aí
sim, por ataques sexuais a mulheres perpetrados desgraçadamente por
aqueles que foram acolhidos no país na onda de imigração by
África/Oriente Médio os homens alemães no máximo gritaram
palavras de ordem, não sei se em falsete.
Mas
o pior é muitos dos homens participantes nas passeatas usavam
saias!! Era sua forma de solidariedade quando deveriam defender suas
mulheres como homens. As saias não são uma piada. Temos a nossa
própria versão tropical aqui no Brasil. Os namoradinhos-coisa das
feministas de Copacabana desfilam com elas de sutiãs e com slogans
pintados no corpo do tipo: meu corpo, minhas regras. Como assim?
Não
sei aonde vai dar a postura do politicamente correto. Mas sei que o
mundo está mais feio, triste, sem espontaneidade e tão cheio de
regrinhas que daqui a pouco qualquer um que se oponha a este estado
policialesco será caçado e estereotipado (isso já acontece nas
redes virtuais) como um bicho indigno desta bela sociedade que querem
criar e colocados em guetos, talvez sem muros. Mas numa sociedade tão
vigiada, quem precisa deles? Ah, o Trump!
PS. Vocês não pensaram que eu colocaria a foto do Xico Sá aqui, né?
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